39,9ª Manifestação EXTRA V por Democracia e Justiça 28-11-2020
A 39,9ª Manifestação EXTRA V por Democracia e Justiça do sábado 28/11/2020, das 16h00 até às 19h00, foi inusitada. Os opositores amarelos deixaram o palco mais cedo e a manifestação contou com a juventude que tem comparecido e também as respostas dos motoristas que passavam pelo cruzamento foi mais barulhenta. Houve o interessante caso da estridente 4x4 amarela, incomodando os moradores de Casa Forte, que parou para insultar e acabou cercada de vermelhos de punho em riste. Foi talvez a maior diversão da rapaziada e da moçada naquela manifestação. Houve a contribuição do Maracatu Estrela Brilhante com 4 membros que começou com aquela batucada irresistível. A ele juntou-se uma cantora com seu incrivelmente e charmoso batuque feminino, entoando letras adaptadas para a campanha de Marília Arraes, acompanhada por um coro tímido que foi melhorando com o andamento da coisa. Batucaram tanto que a tenda fechou e eles continuaram lá, se divertindo bastante com um fundo social. Esta foi a última manifestação especial do Comitê em favor da campanha de Marília Arraes à prefeitura de Recife em 2020.
A movimentação de grandes bandeiras vermelhas causou um efeito plástico visual muito forte e contagiante, não apenas pela cor ou pelo tamanho, mas pelo entusiasmo natural das pessoas agitando-as, algo que contrastava com os funcionários comissionados e contratados do adversário político, retribuindo com a "lealdade" mesmo a contra gosto, sendo obrigados a fingirem estar felizes e alegres. Era a batalha do interesse contra a expontaneidade, da irritação e do ódio contra o amor e a empatia. A batalha foi séria e não se tratava apenas de duas cores ou da personalidade de cada um, mas do teor de humanidade dos candidatos e seus apoiadores. As pessoas tinham que pensar com o coração, com o que percebiam, e não através das palavras ditas, escritas ou propaladas via fake news. Era preciso considerar a profundidade do sentimento e da emoção mais do que o interesse por manter o emprego ou o medo do que julgavam não conhecer por manipulação. Era preciso ser humano naquela hora de uma escolha tão importante para o país, visto que Recife estava entre as maiores evidências nacionais do momento.
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